O Oracle publicou em julho o maior CPU (critical patch update) da sua história. Com nada menos que 1449 patchs de segurança para 1434 vulnerabilidades identificadas em 334 produtos.
Este é um volume que vem chamando a atenção por se tratar de uma quantidade bastante expressiva e contrastante quando comparada com os 245 patchs de segurança de junho, um crescimento de 491,4%.
Entre os produtos com maior número de correções estão:
Um ponto relevante é a quantidade de vulnerabilidades potencialmente exploráveis remotamente sem a necessidade de credenciais. O que reforça a necessidade de priorizar componentes expostos a internet.
Os sistemas mais urgentes são aqueles que combinam:
- exposição à internet;
- vulnerabilidades exploráveis sem autenticação;
- pontuação CVSS elevada;
- dados sensíveis;
- processos críticos;
- ausência de controles compensatórios;
- versões fora ou próximas do fim de suporte.
Alguns portais associam este aumento a nova realidade impulsionada por IA, que esta acelerando a análise de vulnerabilidade dos produtos e o desenvolvimento de correções.
Na pratica, organizações que avaliavam atualizações Oracle apenas quatro vezes por ano precisam revisar seus processos. O acompanhamento de vulnerabilidades passa a ser mensal, mesmo quando a aplicação em produção depende de testes e janelas de mudança.
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